quinta-feira, 6 de setembro de 2012

Eugênio de Andrade



O Anjo de Pedra

Tinha os olhos abertos mas não via.
O corpo todo era saudade
de alguém que o modelara e não sabia
que o tocara de maio e claridade.
.
Parava o seu gesto onde pára tudo:
no limiar das coisas por saber;
- e ficara surdo e cego e mudo
para que tudo fosse grave no seu ser.
.


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