domingo, 26 de agosto de 2012

Edgard Alan Poe



Não fui, na infância, como os outros
e nunca vi como outros viam.
Minhas paixões eu não podia
tirar de fonte igual a  deles;
e era outra a origem da tristeza,
e era outro o canto, que acordava
o coração para a alegria.

Tudo o que amei, amei sozinho.
Assim, na minha infância, na alba
da tormentosa vida, ergueu-se,
no bem, no mal, de cada abismo,
a encadear-me, o meu mistério.

2 comentários:

  1. Sim, Valerinha... Mas talvez seja dessa tristeza que surja a alegria da poesia. Como já disse o Vinicius, "é preciso um bocado de tristeza, senão não se faz um samba não"...
    O mistério com o qual certos seres se defrontam é bem e mal;dor e delícia... Assim é que sinto...

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