Só
Não fui, na infância, como os outros
e nunca vi como outros viam.
Minhas paixões eu não podia
tirar de fonte igual a deles;
e era outra a origem da tristeza,
e era outro o canto, que acordava
o coração para a alegria.
Tudo o que amei, amei sozinho.
Assim, na minha infância, na alba
da tormentosa vida, ergueu-se,
no bem, no mal, de cada abismo,
a encadear-me, o meu mistério.
e nunca vi como outros viam.
Minhas paixões eu não podia
tirar de fonte igual a deles;
e era outra a origem da tristeza,
e era outro o canto, que acordava
o coração para a alegria.
Tudo o que amei, amei sozinho.
Assim, na minha infância, na alba
da tormentosa vida, ergueu-se,
no bem, no mal, de cada abismo,
a encadear-me, o meu mistério.
Bonito, porém triste... :-(
ResponderExcluirSim, Valerinha... Mas talvez seja dessa tristeza que surja a alegria da poesia. Como já disse o Vinicius, "é preciso um bocado de tristeza, senão não se faz um samba não"...
ResponderExcluirO mistério com o qual certos seres se defrontam é bem e mal;dor e delícia... Assim é que sinto...